quinta-feira, 24 de março de 2016

Número de alunos com necessidades de educação especial aumentou

Há cerca de 79 mil alunos com Necessidades Educativas Especiais em Portugal. Os dados preliminares deste ano letivo foram avançados pela Direção-Geral Estatísticas da Educação e Ciência.
O número de crianças com Necessidades Educativas Especiais (NEE) aumentou, este ano letivo, em Portugal. De acordo com os dados preliminares divulgados recentemente pela Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), há mais quatro mil alunos nesta condição do que no ano letivo anterior.
Além desta conclusão, os números da DGEEC adiantam que mais de metade dos alunos com NEE são rapazes: das cerca de 79 mil crianças registadas, 49 mil são do sexo masculino.
Para perceber este resultado, o JPN esteve à conversa com Ana Isabel Pinto, especializada em Psicologia do Desenvolvimento e Educação da Criança, que afirma que “não existem estudos que indiquem que os rapazes têm mais necessidades educativas que as raparigas”.
“O que parece haver é um maior problema na regulação comportamental nos rapazes e isso poderá estar ligado a problemas de concentração”, explica a psicóloga da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP).
Que condições são criadas nas escolas para receber estes alunos? Joaquim Vieira, coordenador do Ensino Especial do Agrupamento D. António Gomes, em Penafiel, adianta que os alunos com NEE estão “completamente integrados” e que a escola procura criar  “medidas de acordo com a gravidade de cada caso”.
“O aluno vai para uma turma normal, pode ser uma turma reduzida ou não, conforme o que fica decidido no Plano Educativo individual do aluno, feito no final de cada ano letivo, onde se descriminam todas as medidas para ser implementadas no ano a seguir”, clarifica o professor.
Ana Isabel Pinto discorda. A psicóloga da FPCEUP acredita que nas escolas os “recursos são mal geridos”. “Muitas vezes, faz-se atendimento individualizado, retirando as crianças das salas e muitas delas precisam de estratégias que deviam ser implementadas nas próprias salas com a ajuda de terapeutas”, acrescenta.
Os dados do relatório divulgado revelam, ainda, um aumento do número de professores de Educação Especial. Por outro lado, o número de psicólogos nas escolas diminuiu de 489 no ano letivo 2014/2015, para 401 este ano letivo.
Embora este número tenha sido avançado pela Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, Joaquim Vieira afirma que isto não acontece no agrupamento que coordena: “Temos apenas seis professores de Ensino Especial no agrupamento e gostaríamos de ter mais”.
Ana Isabel Pinto refere que os profissionais nas escolas “são insuficientes”. “Deveria haver um rácio de mil alunos por psicólogo”, frisa.
A psicóloga acredita que “faltam pessoas com formação na área e trabalho em equipa para desenvolver um trabalho continuado com os professores e com as famílias”, remata.
In JPN-UP

segunda-feira, 14 de março de 2016

Conferência 2016: Dia Mundial da Consciencialização do Autismo

Dia 2 de abril, tem lugar na FPCEUP a conferência de 2016 que assinala o Dia Mundial da Consciencialização do Autismo. 
Inscrições                          
As vagas são limitadas e com inscrição até 29 de março. Após a conferência todos os participantes terão direito a certificado de presença. 
Enviar email para autismolabrp@fpce.up.pt com nome, atividade profissional/curso, instituição de trabalho/ensino. 

- Estudantes e familiares de crianças/jovens com PEA (elementos da mesma família pagam apenas uma inscrição) - € 10,00 
- Profissionais - € 20,00
Programa
09h00 Abertura do Secretariado 

09h30 Sessão de Abertura 
     Marco Reis, Presidente Fundação AMA
     Cristina Queirós, Docente na FPCEUP
     Ana Maria Magalhães, Câmara Municipal do Porto

10h00 Primeiros sinais de alarme e diagnóstico 
     Goretti Dias, Psiquiatra da Infância e da Adolescência, Centro Hospitalar do Porto 

11h00 Intervalo 

11h30 Perspetivas da avaliação na PEA e o papel do psicólogo na intervenção 
     Cristina Nunes, Psicóloga, Fundação AMA

12h30 Almoço 

14h00 Terapia da Fala na PEA 
     Sofia Correia, Terapeuta da Fala, Fundação AMA

14h30 Terapia Ocupacional na PEA 
     Daniela Simões, Terapeuta Ocupacional, Fundação AMA

15h00 Intervalo 

15h30 Tecnologias da Informação e Comunicação na PEA 
     Betania Groba, Terapeuta Ocupacional e Docente na Universidade da Coruña


16h00 Projeto Robótica-Autismo 
     Filomena Soares,
 Docente na Universidade do Minho

16h30 Testemunhos de Pais e de Jovem com PEA 

17h00 Demonstração do ROBÔ ZECA 
     João Sena Esteves & Vinicius Silva,
 Docente e Mestrando na Universidade do Minho

17h30 Encerramento 

sexta-feira, 11 de março de 2016

A Inclusão e os “peritos em possibilidades

A grande questão da Inclusão é de que forma podemos diversificar a oferta educativa de forma a que todos os alunos de uma turma e de uma escola possam beneficiar da fantástica riqueza de se relacionarem com pessoas diferentes.
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Quando se faz a análise do percurso que Portugal fez no campo da educação de alunos com condições de deficiência temos que ficar agradados com o resultado deste esforço continuado durante mais de 40 anos. Hoje, Portugal é um dos países mais avançados do mundo no capítulo da educação dos alunos com condições de deficiência. Neste capítulo, Portugal optou por fazer cumprir uma das recomendações mais constantes e frequentes feitas pelas organizações internacionais: esta educação deve ser feita em meios educativos inclusivos. É fácil encontrar um consenso sobre a vantagem que têm os alunos com dificuldades em serem educados ao lado dos seus colegas com menos dificuldades: é evidente que o desenvolvimento da pessoa se potencia quando ela frequenta meios mais diversos e mais estimulantes. A grande questão da Inclusão é de que forma podemos diversificar a oferta educativa de forma a que todos os alunos de uma turma e de uma escola possam beneficiar da fantástica riqueza de se relacionarem com pessoas diferentes. Por isso se diz que uma escola que se mantenha imperturbável nas suas práticas e nos seus valores mais tradicionais, não pode ser uma escola inclusiva: só a alteração sensível das suas formas de ensinar, de aprender, das suas estratégias, da organização da classe, da avaliação, etc. conduzem à aproximação aos valores inclusivos. E dizemos “só” por uma razão simples: a escola não foi criada para ser inclusiva, mas sim seletiva, não foi criada para construir conhecimento, mas sim para o reproduzir, não foi criada, enfim, para ser para todos, mas só para alguns.
A mudança da escola sempre parece difícil ou mesmo impossível. Na verdade, há até “peritos em impossibilidade”. São pessoas que constroem o seu discurso para ver se provam que é inútil e ingénua qualquer tentativa de mudar a escola. Se a mudança é proposta pelos alunos diz-se “mas o que é que eles sabem de Educação?”, se a mudança é sugerida pelos professores, diz-se “são interesses corporativos”, se a mudança vem das gestões “é porque lhes interessa a eles e só a eles”, se a mudança vem de estruturas ministeriais “não serve de nada inovar por decreto”. Estes “peritos em impossibilidades” para tornar ainda mais eficaz o seu discurso, acabam por desvalorizar e por menosprezar todas as tentativas que eles consideram parciais por não levarem em conta todos os fatores implicados.
Não iludamos a questão: a mudança da escola é mesmo difícil. A lista é longa mas o certo é que as sociedades moldaram e se moldaram à escola que têm. Quando tentamos mudar a escola confrontamo-nos com um grande conjunto de variáveis que, estando certas ou erradas, que estavam adequadas à vida, às expectativas das crianças e das suas famílias. Talvez por este motivo seja tão difícil mudar a escola: por vezes parece que se está a tirar tijolos da base com esperança de mudar o cume da torre.
Há talvez três aspetos que temos constatado que podem originar e manter mudanças nas escolas dado que não se espera, como diriam os nossos “peritos em impossibilidades”, uma vaga revolucionária que transformasse radicalmente a escola tradicional para uma escola para todos, isto é, inclusiva.
A primeira questão diz respeito às funções dos Conselhos Pedagógicos das escolas. Em muitas escolas estes conselhos (órgão mais nobre da escola) são órgãos burocráticos e de “gestão corrente”. Pelo contrário, há escolas no nosso país em que os Conselhos Pedagógicos se assumiram como órgãos de discussão e de inovação das práticas e dos valores da escola. Não se limitam., por exemplo, a examinar o que lhes é proposto, mas avançam em muitos casos com propostas que permitem levar inovações adiante.
Outra questão que poderia influenciar esta mudança é a intensificação da vida dos Departamentos. Os Departamentos também eles se tornaram em grande medida, órgãos de “cumprir calendário”, órgãos de dar informações, acertar datas e prazos. É inestimável o papel que os Departamentos podem assumir na gestão flexível do currículo e na proposta de iniciativas que dinamizem a escola para poder ser uma escola útil para todos. Temos numerosos e bons exemplos destas possibilidades.

David Rodrigues, in Publico

quarta-feira, 2 de março de 2016

Célia Sousa: “Derrubar obstáculos é promover a inclusão”




“A inclusão acolhe a diversidade”. Por isso não existe uma só fórmula, um modelo único que se possa aplicar e já está. Não. A inclusão exige um compromisso mútuo. Um respeito absoluto pela individualidade de cada ser humano. Sobre este e outros assuntos, a FOCUSSOCIAL conversou com Célia Sousa, coordenadora do Centro de Recursos para a Inclusão Digital (CRID), do Instituto Politécnico de Leiria. Só por si, o seu gesto e sorriso incluem. Recebeu-nos, assim, claramente disponível e tomada de uma energia contagiante, vital a quem tem por missão derrubar obstáculos. Seja uma barreira física ou outra qualquer. Pode até ser o abrir caminho para chegar a uma história a que todos, à partida, temos acesso. Mas não é verdade. Porque, muitas vezes, também é necessário contar essa mesma história em braille ou por pictogramas, por exemplo. E isto, também se faz no CRID. 
Habilitar cidadãos com necessidades especiais para a participação na sociedade de informação, nomeadamente na área de formação em competências informáticas básicas é um dos objetivos do CRID que também está apto a avaliar e a prestar aconselhamento sobre os tipos de equipamento ou ajudas técnicas e respetivas estratégias de utilização, adequadas às necessidades do cidadão com deficiência. Mas não se fica por aqui. O CRID apoia e dá formação a profissionais das escolas, dos hospitais, das associações de apoio a deficientes, da segurança social, das entidades empregadoras e, até, aos pais e outros educadores. No CRID estuda-se, ainda, o potencial de desenvolvimento, através da investigação, conceção ou adaptação de tecnologias na área das ajudas técnicas, cruzando saberes e experiências de múltiplas áreas científicas. 
Desta forma o CRID, único no país, está adestrado a apoiar os cidadãos com necessidades especiais e respetivos familiares, marcando a diferença a nível regional, nacional e, até, internacional. 
“Pretendemos fomentar a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) por parte de todos os cidadãos dando o nosso contributo para uma sociedade inclusiva capaz de dar resposta às diferentes necessidades dos diversos indivíduos da nossa sociedade”, diz Célia Sousa, acrescentando que “derrubar obstáculos é promover a inclusão. E são tantos e tão diversos que não temos mãos a medir”. 
Autora de livros infanto-juvenis, Célia Sousa é licenciada em Educação Especial (domínio cognitivo ou motor), doutorada em Ciências da Educação, diplomada em Estudos Avançados na área da comunicação com um trabalho intitulado “A Escola Inclusiva no século XXI e o uso da Comunicação não-verbal como resposta aos alunos com Necessidades Educativas Especiais “. 
Gosta muito de escrever e de brincar. Quando em pequena lhe perguntavam o que queria ser, dizia que queria ganhar o Prémio Nobel que, lá no seu entendimento, era uma forma de dizer que queria praticar o bem, fazer coisas boas! E faz. E sente-se “muito realizada” neste caminho que escolheu, o de trabalhar para que todos aqueles que são especiais – crianças ou adultos – não fiquem do lado de fora. Do lado dos que não têm acesso por este ou por aquele motivo. 
Importante mesmo, é incluir. E trabalhar para uma sociedade mais inclusiva é o que a vasta equipa multidisciplinar faz no CRID e a partir de lá. Seja a adaptar um brinquedo ou um computador; a adaptar uma história, uma ementa, ou um guia de museu, o importante - mesmo muito importante - é que cada cidadão sinta que lá por ter nascido ou ter ficado “especial” há quem se empenhe para que o quotidiano seja menos penoso. Quer se trate de trabalho ou mera situação lúdica, incluir é o lema do CRID e das pessoas que lá trabalham.

Ler a entrevista aqui.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

É possível reverter comportamentos do autismo na fase adulta

Cientista da Universidade de Coimbra, Patrícia Monteiro, é uma das autoras do trabalho publicado na Nature

Um estudo internacional, no qual participou a investigadora portuguesa Patrícia Monteiro, da Universidade de Coimbra, demonstrou pela primeira vez que é possível reverter, já em idade adulta, alguns comportamentos ligados ao autismo, e reparar os correspondentes circuitos neuronais.
O estudo, que foi feito em ratinhos e abre a porta ao desenvolvimento de novas terapias para o autismo, é publicado hoje na revista Nature.
Patrícia Monteiro não tem dúvidas, esta descoberta "é um passo de gigante". "Nós próprios ficámos surpreendidos quando verificámos a mudança no comportamento dos animais, porque sendo esta uma doença que afeta o desenvolvimento, seria de pensar que uma vez passada essa fase, já não fosse possível qualquer reversão de comportamento", afirmou ao ao DN.
Afinal não é assim. Para alguns dos comportamentos do autismo, como os das interações sociais, foi possível produzir uma mudança positiva nos ratinhos. "Conseguimos reverter as deficiências de comunicação e alguns comportamentos associados", explica a cientista, que participou no estudo integrada no grupo de Guoping Feng, no MIT, Estados Unidos, enquanto investigadora do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra.
Para outros parâmetros, como a ansiedade e a fraca coordenação motora associadas à condição de autismo, não foram, no entanto, observadas melhorias. Seja como for, os resultados mostram que "o cérebro é muito mais plástico ao longo da vida, em alguns circuitos e comportamentos, do que se pensava", sublinha a cientista portuguesa.
Para estudar esta questão, a equipa coordenada por Guuoping Feng utilizou ratinhos em que o gene Shank3, que se sabe estar associado a uma forma de autismo, foi manipulado para produzir essa condição nos animais.
Depois, quando os ratinhos se tornaram adultos, os investigadores voltaram a manipular a expressão desse gene para verificar se havia mudanças no seu comportamento e circuitos neuronais correspondentes - nesta forma de autismo há uma comunicação deficiente entre os neurónios no córtex e numa zona chamada estriado, localizada nos gânglios de base do cérebro.
A surpreendente resposta foi que sim, o que abre novas hipóteses de intervenção terapêutica no futuro, nomeadamente através de tecnologias de reparação genética ou de novos medicamentos.
O autismo ligado a mutações no gene Shank3 representa 1% de todos os casos de autismo. Em Portugal estima-se que, para todas as formas de autismo a prevalência seja de um caso para cada mil crianças em idade escolar.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Quase um terço dos professores do básico e secundário estão em burnout

Inquérito do ISPA revela que a percentagem de professores que se sentem exaustos e sem sentimentos de realização profissional é superior à registada noutros países

Um estudo realizado com cerca de mil professores de escolas portuguesas revelou que 30% dos docentes estavam em burnout, ou seja, exaustos emocionalmente e sem qualquer sentimento de realização profissional. Durante três anos - entre 2010 e 2013 - uma equipa de investigadores do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA) inquiriu cerca de mil docentes que davam aulas a alunos do 2.º e 3.º ciclos mas também do ensino secundário.
O objectivo era perceber se existiam muitos docentes em stress ou burnout e, no final, descobriram que 30% dos professores estavam nesta situação, revelou à Lusa a investigadora do ISPA responsável pela coordenação do estudo, Ivone Patrão. "Esta percentagem fica um pouco acima dos números habituais registados nos outros países, que rondam entre os 15 e os 25%", sublinhou a psicóloga clínica.
A percentagem de docentes com sintomas de burnout é muito superior à registada entre o conjunto de trabalhadores. Um estudo recente realizado pelo Barómetro de Riscos Psicossociais deu conta que o número de trabalhadores com sintomas de esgotamento subiu em 2014/2015 para 17,3%. Em 2013 eram 15%.  
Em relação aos docentes, o inquérito do ISPA dá conta que a maior parte dos que apresentam sintomas de burnout são mais velhos, têm vínculo à função pública e dão aulas no ensino secundário, acrescentou a responsável, explicando que a média de idades dos inquiridos é de 49 anos. O estudo, divulgado nesta terça-feira, revela ainda que existem entre 20 a 25% de docentes que sofrem de stress, ansiedade e depressão.
"O bem-estar dos professores é considerado essencial para o sucesso de todo o projecto educativo. Tendo em conta todas as mudanças sociais e políticas, oburnout começa a ser um problema social de extrema relevância", sublinhou a especialista, lembrando que este problema representa exaustão emocional e falta de realização profissional.
A psicóloga salienta o facto de todos estes docentes estarem no activo quando responderam ao inquérito, o que representa um risco muito elevado com a relação que se estabelece com os alunos e com a aprendizagem. O burnout afecta não só o professor, mas também o contexto educacional, uma vez que o mal-estar sentido pode originar problemas de saúde, perda de motivação, irritabilidade, aumento dos níveis de absentismo e abandono da profissão, o que pode interferir na realização de objectivos pedagógicos.
Para a especialista, falta formação contínua e oferta formativa que permita aos docentes ter ferramentas para saber como lidar com situações de conflito em sala de aula. Segundo a investigadora, estes professores "não se sentem satisfeitos com o seu trabalho nem com o sistema educativo tal como ele estava quando foram inquiridos".
Ivone Patrão sublinha que os resultados do estudo não são representativos da realidade que se vive entre os docente, mas pela sua experiência clínica "é possível perceber que o burnout é uma prática constante".
O estudo será apresentado nesta terça-feira na Assembleia da República, durante uma conferência promovida pela Federação Nacional de Professores (FENPROF).
Público, 2 fevereiro 2016

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Peça "Estradas de Xadrez", que junta pessoas com e sem deficiência, em cena no Porto



A peça "Estradas de Xadrez", que junta atores com e sem deficiência, regressa hoje a cena, no Porto, para abordar a loucura, contou a encenadora da companhia, que recentemente venceu um prémio internacional de Inclusão Social na Arte.
Integrado na Associação do Porto de Paralisia Cerebral (APPC), o grupo "Era uma vez... Teatro" já produziu ao longo de 18 anos de existência mais de três dezenas de peças, entre as quais a "Estradas de Xadrez", que hoje, sábado à noite e domingo à tarde, estará em cena na Fundação Escultor José Rodrigues, no Porto.
A partir de "Diário de um louco", de Nikolai Gógol, a peça centra-se na existência solitária e no amor visceral pela vida e, conforme descreveu à agência Lusa a encenadora Mónica Cunha, o espetáculo fala de causas sociais, do amor, do individualismo, da loucura.

Fonte: LUSA